No período que passamos em Florença (AQUI) algumas coisas inusitadas marcaram a viagem…

Situações interessantes ou simplesmente curiosas que nos fizeram ter uma ideia diferente das preconcebidas que temos em relação aos italianos ou europeus.

Fiz uma lista de várias situações e nesse post relatarei as primeiras três delas:

1-Encontro com a primeira dama da Itália

Sem dúvida, a mais interessante, foi no dia em que estava caminhando pelas Vias de Firenze e fiz um Snapchat, pois adorava filmar as mulheres estilosas  “a piede” (a pé) pelas ruas ou de bicicletas.

Na verdade, não compreendo até hoje como as europeias conseguem pedalar de saia e com saltos enormes!!!

Assim, filmei numa rua de Firenze, uma mulher de muito estilo, de bike, bem vestida, com um sapato de salto alto e coloquei no Snapchat. Eu não tinha a menor ideia de quem era!

A Magê, que mora há muitos anos na Itália, do blog Milão nas mãos (AQUI), assistiu e me disse que se tratava da primeira dama da Itália.

Sim, a primeira dama da Itália, passeia pelas ruas de bicicleta e sem nenhum segurança!

Abaixo o filme que fiz do Snapchat, de Agnese Landini Renzi, esposa do primeiro ministro da época, Matteo Renzi.

Nesse link (AQUI) a interessante reportagem sobre quem é a primeira dama da Itália que chamam de antiprimeira-dama por ser low profile  e porque ela preferiu criar os filhos em Florença e não em Roma, onde é a residência oficial.

O videozinho em câmera lenta!

Para mim foi a constatação da diferença de cultura e postura!   

2-O falso deficiente

Esse caso é o vertice do primeiro caso.

A triste constatação de que o ser humano, em qualquer lugar do mundo, pode desrespeitar seu semelhante com a maior “cara de pau”!!!

Como morávamos na Piazza della Repubblica, onde havia uma das maiores concentrações de turistas da cidade, víamos muitos pedintes embaixo do nosso prédio e arredores.

Um deles nos marcou bastante quando chegamos, pois ele não tinha uma das mãos e os pés eram virados para dentro.

No começo o ajudávamos, mas com o passar do tempo o víamos todos os dias a partir de uma certa hora, sempre com a mesma roupa, que parecia mesmo ser um uniforme e ficamos desconfiados.

Um dia o vimos conversando na esquina com outro pedinte e gesticulando com as duas mãos!

Começamos a reparar então e percebemos que cada dia ele “não tinha uma das mãos”, ora a esquerda, ora a direita, e também os pés, um dia para dentro, outro para fora!

Era ‘171’ profissional, como falamos no Brasil, enganando a todos.

Por coincidência e porque andávamos muito pela cidade todos os dias, uma certa vez, ele  andava normalmente pelas ruas e estávamos logo atrás, quando ele parou embaixo de um belo prédio, bem no centro histórico.

Tirou o “uniforme de pedinte” com suas duas mãos perfeitas, sacou suas chaves da mochila e entrou tranquilamente no seu belo apartamento no coração de Firenze!

Fácil identificá-lo quando estiver passeando por Firenze… Não vou mostrar seu rosto, mas o filme que fizemos!

Ahhhh, sabe o que ele falava?  “Una moneta! Ho Fame” , que siginifica :Uma moeda, tenho fome!

Assim o apelidamos de moneta, ou seja, moeda!

Abaixo o vídeo quando o encontramos pelas ruas de Florença.

Aqui o prédio dele em um local privilegiado!

Isso me fez desacreditar em muitas coisas…

3-O Golpe do trem

Como contei no post Sabático na Itália (AQUI), viajávamos quase todos os finais de semana na Itália ou pela Europa.

Numa dessas viagens, não me lembro para onde, estávamos dentro do trem, quase na hora da partida.

De repente, entrou uma moça no trem com uma criança (deve ser para dar mais credibilidade ao golpe) e perguntou para onde iríamos e, inocentemente, respondemos.

Do nada, ela falava na maior altura que estávamos no trem errado, que anunciaram no binario (plataforma) que havia mudado o trem que iria para aquela cidade e que teríamos que correr para não perder o trem.

Acreditamos e quando ela corria até a plataforma “correta”, corremos atrás até entrar no outro trem, que iria para o mesmo lugar, porém sairia algum tempo mais tarde!

Disse ainda que nos ajudou e se poderíamos “pagar pelo serviço” já que ela tinha filhos para sustentar, etc…

Demos o dinheiro e constatamos que era um golpe, quando um senhor, naquele trem, nos disse que havia essas profissionais nas estações!

Nos sentimos uns bobos correndo com as malas e atravessando a estação para pegar um trem que não era o nosso!!!

Serve de lição para ficarmos mais espertos em qualquer lugar do mundo!!

Bem, muitas outras coisas aconteceram que nos surpreenderam, mas fica para outro post!

 

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