Quando decidimos fazer nosso sabático na Itália (Post AQUI) escolhemos logo de cara Roma, pois era a cidade que mais gostávamos de visitar com sua cultura, excelente gastronomia e monumentos que sempre nos impressionam.

A bela Roma
A bela Roma

Após tomada a decisão, uma amiga, Luciene Felix, que ministra aulas sobre mitologia greco-romana no Brasil e também em Roma (blog AQUI), me apresentou uma amiga que tem um filho da idade do meu mais novo e que já residia em Roma há muitos anos.

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Pelas ruas de Roma

Como quase todos os brasileiros, solidários que somos, ela me incentivou e compartilhou diversas informações, indicações de escolas e o modo de vida dos Romanos.

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Roma

Assim, fomos a Roma e desta vez, achamos um pouco tumultuada, bastante lotada e com boatos de ser o alvo de possíveis atentados.

Roma sempre cheia!
Roma sempre cheia!

Nessa mesma viagem, fomos conhecer a cidade natal da família e sem saber o que encontraríamos e sem endereços, acabamos encontrando parentes do meu sogro na cidade de Scili di Morigeratti e por coincidência conhecemos uma brasileira de Belo Horizonte, que se casou com um médico de …. Firenze.

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Cidade do nonno que tinha cerca de 800 habitantes e agora só tem 400
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Em busca dos parentes
E encontramos a Zia Pippina com quase 100 anos!
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Encontro surpresa
A praça era nossa!!!
A praça é nossa

Isso foi em outubro de 2014 e o projeto para mudarmos seria em setembro de 2015, mês que se iniciam as aulas escolares na Europa.

Fomos de Roma até Milão de trem e nos sentamos ao lado de um casal Fiorentino, muito simpático e conversamos sobre nosso projeto.

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Cunhados e o casal inspirador de Florença

Ela, professora da língua italiana numa universidade de Firenze, disse que se morássemos em Roma, não aprenderíamos o italiano original.

Que o italiano genuíno da Itália, estava em Firenze e começou a discorrer sobre as belezas da cidade, que ainda não conhecíamos.

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É muita beleza

Eu já havia lido muito a respeito de Florença no maravilhoso blog da Consuelo Blocker (AQUI) e me encantava pelos posts da cidade, mas meu marido adorava Roma e nunca pensamos em passar esse período por lá já que nem conhecíamos.

Nos despedimos do casal e voltaríamos para a Itália em março de 2015 para resolvermos todos os detalhes para nosso sabático e já interessados em conhecer Florença…

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Vista de Firenze

De volta ao Brasil, tive mais um sinal que foi quase definitivo e que estranhamente eu nunca havia percebido.

Costumo guardar lembranças em quadros e no meu quarto tem dois quadros que já fiz há muitos anos, um deles com os dizeres “Não quero ter razão quero ser feliz” que era de uma camiseta que enquadrei para dar para meu marido.

Embaixo desse quadro, enquadrei também uma entrada de algum museu que meu filho mais velho tinha trazido de uma viagem que ele fez pela Europa há uns dez anos atrás.

Eu havia colocado nesse quadro e de tão minúsculo que era, nem me lembrei do que se tratava.

Não faço a menor idéia de porque enquadrei uma entrada de museu que nem bonita era, como pode ser constatada nessa foto abaixo.

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Entrada do museo de Firenze

Resolvi, olhar com atenção e li: Opera di Santa Maria dell Fiore- Firenze.

Era o Museu del Duomo. Essas fotos abaixo foram tiradas já no Museu que foi todo reformado e reinaugurado quando estávamos la!

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Batismo de Cristo – Tino di Camaino
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Eu no Museu del Duomo com medo de altura!
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Relicário di Sant’Antonio Abate

Ja tínhamos a cidadania do meu marido e filho (post AQUI) e resolvemos que na viagem marcada para março de 2015, visitaríamos e conheceríamos também Firenze.

Nem precisa dizer que foi amor a primeira vista e percebemos que seríamos mais felizes numa cidade menor, onde poderíamos nos locomover de bicicleta, que o custo de vida era mais baixo e que as pessoas nos pareciam mais amáveis do que em Roma.

Assim, resolvemos procurar por uma escola para nosso filho, já naquela viagem.

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Entardecer

No supermercado ouvi duas mineirinhas adolescentes conversando em português e quando ouvi um “uai”… Uai, puxei assunto para saber o que achavam de estudar lá e elas me disseram que adoravam!

Prosa vai, prosa vem, elas foram comigo até a escola Poggio Imperiale (AQUI) que eu já sabia ser excelente e ai se iniciou outra saga para conseguirmos matricular nosso filho nessa tradicional escola pública de Firenze, e, saindo de lá, já sabíamos que seria aquela cidade.

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Refeitório da Escola Poggio Imperiale com os maravilhosos afrescos no teto

Não me arrependo nem um pouco da escolha e penso que se tivéssemos escolhido Roma, não teríamos tido a tranquilidade que tivemos pois é tudo mais distante, movimentada e perigosa.

Nunca vi ou ouvi falar sobre nenhum assalto ou violência em Firenze.

Meu filho ia para a escola sozinho e andava a pé pela cidade todo o tempo e penso que em Roma, não teríamos essa confiança!

Quero destacar que a foto de capa desse post foi tirada pelo meu filho caçula quando chegou em Firenze.

Acho que lembra uma foto antiga, de um olhar de alguém que parece já ter estado na cidade que abriu seus horizontes e mudou sua vida! Ele vai explicar melhor num post só dele.

Sempre acreditei em intuição e em sinais!!!

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13 thoughts on “Por que Florença?

  1. Gostei muito do que li aqui no seu site.Estou estudando o assunto,Mas quero agradecer por que seu texto foi muito valido. Obrigado 🙂

  2. Realmente muito bom este post! Conteúdo Relevante!
    Gostei bastante do site, vou ver se acompanho toda semana suas postagens ou assim que me sobrar um tempo.
    Abraços 🙂

  3. Gostei muito do que li aqui no seu site.Estou estudando o assunto,Mas quero agradecer por que seu texto foi muito valido. Obrigada 🙂

  4. Aninha a escola de seu filho Poggio Imperiale foi adquirida por Maria Madalena a esposa de Cosimo II de Medici que após sua compra a ampliou e reformou par usa lá como casa de férias. Imagina que espetáculo seu filho estudando num lugar desse repleto de histórias e adornada por belos afrescos, bjsss

    1. Sandra, quando eu visitava a escola eu nem conseguia acreditar… Foi muita cultura em tão pouco tempo. Para ele, inesquecível. Me lembro que, no começo, ele chegava e dizia que não conseguia prestar atenção na aula porque viajava nos afrescos… bj

  5. Ana dei uma espiadinha , mas confesso que não resisti. Eu devorei tudinho cada frase, cada parágrafo de sua descrição tão poética as vezes até bucólica. Te juro só faltou uma trilha sonora do Ennio Morricone. Que maravilha Aninha parabéns!!! Agora faça um favor de dar continuidade nesse seu Blog e nos de mais dicas interessantes . Adoro aprender um pouco mais. E continue sempre com esse seu sorriso gostoso que não me sai da memória. Beijos no coração.

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